quineira (Cinchona officinalis), planta inteira

quineira

Cinchona officinalis

Difícil · Cultivadores experientes

Sobre quineira

A quineira é uma árvore perene andina do Equador e Peru cuja casca a tornou uma das plantas mais consequentes da história médica. A casca contém quinina, o primeiro composto antimalárico amplamente eficaz e uma substância que moldou a medicina colonial, a exploração tropical e o amargor da água tônica. Lineu nomeou o gênero em homenagem à Condessa de Chinchon, uma figura ligada a uma lenda frequentemente contada de recuperação da malária. Redes jesuítas trouxeram a casca para a Europa nos anos 1600, e plantações britânicas e holandesas do século XIX na Ásia transformaram um recurso andino raro numa mercadoria global. Em cultivo, é uma árvore de floresta nublada para climas úmidos e amenos, com folhas brilhantes e um legado muito maior que suas flores.

  • medicinal
  • eververde
  • tropical
ÁGUA
Gosta de água
Manter úmido
LUZ
Meia-sombra
2–4 h diretas
RUSTICIDADE
Resiste até -1°C (30°F)
Zonas de resistência USDA 10–12

Como cuidar de quineira

Rega

  • Primaveraa cada 4 dias
  • Verãoa cada 3 dias
  • Outonoa cada 5 dias
  • Invernoa cada 7 dias

Substrato · Boa drenagem

  • CoberturaCasca de pinheiro10%
  • Mistura principalSubstrato + perlita 2:170%
  • DrenagemArgila expandida / cascalho20%

Nunca dispense a camada de drenagem — água parada é a principal causa de podridão radicular.

ADUBO

Adubo equilibrado 14-14-14

Um adubo equilibrado cobre as três necessidades de uma vez, mantendo folhas, raízes e flores no mesmo ritmo, sem nada sair do equilíbrio.

N33%P33%K33%
  • Nitrogênio · Folhas
  • Fósforo · Raízes + Flores
  • Potássio · Resistência
  • Primaveraa cada 30 dias
  • Verãoa cada 30 dias
  • Outonoa cada 45 dias
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Num relance

  • NativaAmérica do Sul
  • Altura15–30 ft (4.6–9.1 m)
  • Espalhamento10–20 ft (3–6.1 m)
  • Cor da florrosa, branca
  • Cor da folhagemverde
  • Cor do frutomarrom
  • Soloarenoso, bem drenado, ácido
  • LocaisJardim

Floração

CICLO DE FLORAÇÃO

Auge da floração

jun–ago

j
f
m
a
m
j
j
a
s
o
n
d

Flores tubulares perfumadas branco-rosadas em cachos; raramente floresce fora dos trópicos.

Fragrância

FRAGRÂNCIA MODERADA

As flores têm um aroma doce de flor tubular.

Toxicidade

Humanos Tóxico · Animais de Estimação Tóxico

quinina, quinidina e cinchonina

Toxic

  • casca
  • ingestão

EXPOSIÇÃO Ingestão de casca.

EFEITO Cinconismo: zumbido, náusea, alterações visuais, efeitos cardíacos em altas doses.

NOTA A casca contém alcaloides potentes. Medicinal apenas sob supervisão profissional.

Toxic

  • casca
  • ingestão

EXPOSIÇÃO Ingestão de casca.

EFEITO Toxicidade por quinina: arritmia cardíaca, convulsões.

NOTA A casca contém alcaloides potentes. Medicinal apenas sob supervisão profissional.

Toxic

  • casca
  • ingestão

EXPOSIÇÃO Ingestão de casca.

EFEITO Toxicidade por quinina.

NOTA A casca contém alcaloides potentes. Medicinal apenas sob supervisão profissional.

Informação educativa, não é aconselhamento médico nem veterinário. Em caso de suspeita de exposição, procure um médico ou veterinário.

DISTRIBUIÇÃO

quineira · Nativa
  • Nativa
  • Introduzida
  • América do Sul

História

Cena histórica ilustrada de quineira

A quineira e espécies relacionadas (C. calisaya, C. ledgeriana, C. pubescens) são nativas das encostas orientais andinas do Peru, Equador, Bolívia e Colômbia. Os povos indígenas quéchuas usavam a casca contra febres antes do contato com os espanhóis. Missionários jesuítas no Peru do século XVII — particularmente Agostino Salumbrino e Bernabé Cobo — reconheceram suas propriedades antimaláricas, e a 'casca dos jesuítas' começou a chegar à Europa nas décadas de 1630-40. O remédio foi inicialmente controverso (o sentimento anticatólico na Europa protestante atrasou sua aceitação), mas no final do século XVII era o tratamento padrão para a febre intermitente.

Lineu descreveu formalmente o gênero em 1742, nomeando-o em homenagem à Condessa de Chinchón (cuja suposta cura em 1638 é hoje considerada apócrifa, mas que deu à planta seu nome científico). Charles Ledger contrabandeou sementes do C. ledgeriana de alto rendimento para Java em 1865 (o sistema de plantação holandês tornou-se dominante). Enquanto isso, o botânico britânico Clements Markham liderou expedições levando mudas para a Índia e o Ceilão (1860).

Essas plantações quebraram o monopólio do Peru e tornaram a quinina acessível em todo o mundo, possibilitando a colonização europeia dos trópicos anteriormente maláricos. Em 1820, os farmacêuticos franceses Pelletier e Caventou isolaram a quinina pura da casca — uma das primeiras isolações de alcaloides vegetais. A ocupação japonesa de Java durante a Segunda Guerra Mundial cortou os suprimentos de quinina dos Aliados e impulsionou programas de síntese que produziram a cloroquina (1934, mais tarde produzida em massa na Segunda Guerra Mundial), o primeiro antimalárico sintético. A quinina continua sendo usada medicamente para malária resistente a medicamentos e cãibras musculares; a água tônica retém pequenas quantidades pelo sabor amargo central ao gin com tônica. Os britânicos contrabandearam sementes para a Índia em 1860; os holandeses para Java, criando o sistema mundial de plantações. Fonte da quinina do gim com tônica.

Simbolismo e significado

O que simboliza

A quineira carrega uma história global na sua casca. Das florestas andinas aos navios europeus e plantações tropicais, tornou-se entrelaçada com malária, império, água tónica e extração científica. Seu simbolismo é consequência: uma árvore de floresta nublada cujo crescimento silencioso alterou rotas de viagem, comércio e ambição humana.

  • Cura — Transformou a medicina global e salvou inúmeras vidas
  • Intercâmbio — Planta central do legado médico do intercâmbio colombiano

De onde vem o nome

Cinchona da Condessa de Chinchón; 'officinalis' marca uso farmacêutico de 'officina'.

Usos e curiosidades

  • A casca produz quinina, o alcaloide histórico do tratamento da malária
  • O extrato de quinina aromatiza água tónica e aperitivos amargos
  • Curiosidade botânica cultivada em coleções tropicais farmacêuticas e de património

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Perguntas frequentes

Com que frequência devo regar quineira?

No verão, regue mais ou menos a cada 3 dias; no inverno, a cada 7 dias. Ajuste conforme o calor, o vaso e a drenagem.

De quanta luz quineira precisa?

Meia-sombra: 2–4 h diretas. Observe as folhas — queimaduras ou estiolamento indicam que a luz precisa de ajuste.

quineira é tóxica para gatos ou cães?

Pets Toxic (Dogs Toxic · Cats Toxic) Informação educativa, não é aconselhamento médico nem veterinário. Em caso de suspeita de exposição, procure um médico ou veterinário.

É fácil cultivar quineira?

É considerada exigente e recompensa cultivadores experientes.

Quando quineira floresce?

Costuma florescer jun–ago no hemisfério norte.

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